Paula da Cruz Landim
As incursões da luteria nos campos da arte, do artesanato e do design
DOI 10.52050/9788579176753.6
Os artefatos musicais apresentam-se como exemplos que uma atividade humana, pois, conseguem convergir conhecimentos e saberes diversos. Este artigo pretende provocar inicialmente a discussão sobre a identidade multiversa da luteria, pautando-se nos pressupostos da arte, do artesanato e do design. Destarte, discorre-se sobre seu lado artístico a capacidade de dominar e transformar matéria inerte em forma e expressão em comunhão com os muitos elementos estético-simbólicos e culturais do público e do autor. Sobre sua faceta artesanal, estes elementos se entrelaçam com o valor utilitário entendido pelo artífice que detém e conhece todo o seu processo criativo e produtivo. E o viés do design é revelado na natureza multidisciplinar do seu fazer que se mostra centrado no homem, em suas necessidades e adaptado às suas demandas produtivas. Entende-se, portanto, que a luteria partilha das faces dessas três áreas e a forma como se comporta é encabeçada pelo artífice, conforme suas vivências, experiências e proposta de trabalho.
Design universal, design inclusivo e design para todos: termos e usos na pesquisa brasileira
As questões de terminologia e definições são sempre relevantes e, em alguns casos, também complexas e cheias de história. É o caso dos termos “design inclusivo”, “design universal” e “design para todos”. Empregados em épocas e lugares diferentes, seu uso se espalhou pelo mundo e há controvérsias quanto à uniformidade de significado entre eles. Assim, apresentamos neste capítulo, além de uma discussão à respeito, o perfil das pesquisas de pós-graduação no Brasil que abordam os termos.
O design como formador do usuário ativo: um estudo por meio das atividades lúdicas infantis
As relações entre design, indústria e consumidor sofreram uma importante transformação nas últimas duas décadas. Não por acaso os cursos acadêmicos redirecionaram suas abordagens, passando do extinto título de “desenho industrial” para Design, traduzindo a atuação mais abrangente e multidisciplinar do profissional.
Gestão de design: o que as indústrias brasileiras precisam aprender com as grandes marcas?
A gestão de design envolve processos em andamento e decisões de negócio, permitindo a inovação e criação eficiente de produtos corretamente desenvolvidos, serviços, comunicação, ambientes e marcas que elevam a qualidade de vida e promovem o sucesso organizacional. Entretanto, quando se refere à gestão de design, deve-se compreender as fases que compõem esta atividade em uma empresa.
Dinâmicas e relações na pesquisa em design contemporâneo. Grupo de Pesquisa em Design Contemporâneo: sistemas, objetos e cultura
Sabemos que um dos pilares de uma universidade e da atuação docente em nível superior é a pesquisa. É a pesquisa que amplia e nutre as relações com o desenvolvimento do ensino, da formação e da extensão. Por sua vez, são as atividades de ensino e de extensão que nos desafiam no dia-a-dia da universidade e nos impelem à busca e ao aprofundamento na pesquisa, tendo em vista o acompanhamento, atualizações, ampliação e desenvolvimento na área do Design, especialmente, mas também por meio dos diálogos estabelecidos com as áreas correlatas ao design.
Design e a relação entre experiência e ambientes de comércio e serviços: dúvidas, desafios e expressões e discursos
As grandes lojas de departamentos do século XIX popularizaram inovações no design dos espaços comerciais. Muitos dos elementos dessas lojas mostraram-se propícios a perdurarem no contexto econômico que veio a se desenrolar nos séculos seguintes. Grandiosas e sempre repletas de novidades – como produtos industrializados, avanços tecnológicos na própria arquitetura do edifício, decorações e adornos –, a loja havia se transformado num espaço onde o design aplicado ao ambiente passou a ter maior importância comercial. Atualmente, essa postura projetual permanece no varejo em todo o mundo.
Design de mobiliário finlandês e sua relação com a arquitetura
Este artigo trata da observação cotidiana do design finlandês, e sua relação forma/função no contexto da realidade nórdica. Discorre sobre a produção de mobiliário na Finlândia, desde o início do século XX até os dias atuais, com especial ênfase na sua relação com os princípios formais, funcionais e tecnológicos do Movimento Moderno. Estas considerações são resultantes do estágio de pós-doutorado cumprido na Universidade de Arte e Design de Helsinque.